Já vem sendo habitual chegar a casa e encontrar mais alguém a dormitar na minha sala. Cumprimento e com dois dedos de conversa tento perceber a motivação de cada um que vai chegando. Conheço um pouco da sua língua, do seu país e história. Conheço também outros países onde já estiveram presentes, e itinerários pensados. E se houver possibilidade damos a conhecer a nossa Lisboa, à beira-mar plantada.
Pelo programa do Couchsurfing, acolher um viajante na nossa própria casa, torna-se quase como que uma filosofia de, quem o experencia, saber colocar-se no lugar do outro.
Os últimos couchsurfers vieram do Gabão e de Taiwan.
Antinia vem do Gabão, embora esteja recentemente a estudar Design no Canadá. Com um sorriso estridente e uma curiosidade extrema cativou-nos, simplesmente.
Nós com a Antinia (Gabão) em pijama
De Taiwan chegou-nos o Sungyuan. Um jovem estudante de artes, gay assumido, que este cá em casa por 4 dias. Embora o tempo não tenha estado no seu melhor, ainda permitiu dar-lhe a conhecer o melhor do bairro alto até tarde. Conta-nos ele, que a melhor noitada que se faz na China é cantar-se Karaoke com os amigos. Por isso, por meia hora oferecemos-lhe uma entrada no palpita-me, onde cantámos até tarde, seguindo de bar em bar pelas ruas estreitas e cativantes da melhor noite de Portugal.
Antes da noitada com o Sungyuan (Taiwan)
Adorámos também o seu sorriso, e principalmente, os olhos completamente fechados quando se ria. E o que nós nos rimos com ele!!!
Que venham mais outros, para poder aprender a crescer com cada um deles. Adoro!