23.3.09
Discriminação: Aprender a Combatê-la
22.3.09
As Lojas de Rochefort-en-Terre
Intercâmbio em Rochefort-en-Terre
O Centro da Vila
As casas típicas medievais da vila
20.3.09
Viajar de TGV com Um Sorriso na Cara
Mas uma diferença senti entre o TGV e os comboios da Linha de Sintra: os revisores! Alegres e bem dispostos que bem se distanciam das caras cizudas dos nossos portugas. Imaginem um revisor-palhaço que distribui balões às crianças, que se mete com as velhas parisiences que trazem baguetes debaixo dos sovacos cheios de pêlos, que fazem truques de magia e distibuem sorriosos e olhares esbugalhados. É realemnte fantástico!
Talvez não tenha sentido a velocidade porque durante muito tempo me tenha distraído com estas pequenas coisas.... talvez! E adorei!
26.2.09
Matt Harding, O Dançarino Viajante
O Mundo é Um Livro
25.2.09
Cascais: Vivê-la de Forma Diferente
18.2.09
Optimismo Contagiante
Viver o Festival de Músicas do Mundo
As ruas de Porto Covo foram invadidas por freaks e alternativos que no chão da calçada faziam as suas estadas, vendas e pernoitas. Brincos, pulseiras, anéis, quadros, roupa, bolsas entre outros, foram os artigos mais expostos, visto e remexidos por todos nós. Gente pelas ruas acima. Gente pelas ruas a baixo. Este foi o movimento de Porto Covo entre o festival, a praia, e as esplanadas que quer de noite ou de dia se faziam cheias.
27.8.08
Desarmado. Mas Um Dia Eu Irei!
Começas, então, a organizar a tua vida em função da viagem que queres fazer. Deixas de sair com alguns amigos e fazes alguns “cortes” nas tuas despesas. Começas a poupar em tudo o que podes para poderes ter dinheiro suficiente para te manter um mês fora do teu país. Fazes ainda alguns sacrifícios maiores. Mas sabes que não te vais arrepender. Disso tens a certeza.
Falas aos amigos, familiares e colegas de trabalho desse teu sonho. Respondem que és maluco em fazeres esse tipo de viagem. Ris-te. E sabes que sim. Que tens um certo grau de loucura entranhado em ti, mas não te importas.
Perdes tempo em questões necessárias e práticas no planeamento e organização da viagem. Telefonas para as seguradoras no sentido de te precaveres de alguma doença que te possa assolar e que rapidamente terás de ser transportado de urgência para Portugal. Fazes várias simulações e tentas perceber os vários preços que se adequam melhor aos teus receios. Contactas também com o teu médico de família. Pedes-lhe informações. Ele manda-te fazer algumas análises. Tiras sangue e percebes se ainda tens alguma imunidade perante algumas doenças. Receitam-te a terapêutica e encaminham-te para o Instituto de Higiene e Medicina Tropical para uma “consulta do viajante”. Falas com amigos de amigos que também já realizaram uma viagem semelhante e ao mesmo país que tu. Crias ainda mais expectativas ao ouvires com um sorriso enorme tudo o que te contam. Marcas cafés com esses amigos, onde em cima da mesa no Adamastor, em Lisboa, começas a desdobrar o mapa e a delinear possibilidades de itinerários. A cada dia que passa começas a conhecer melhor essa cultura. Investigas. Procuras. Vives da net e deixas horas de sono por serem dormidas. Estás impelido a viver dessa forma, pois como dizem “o sonho comanda a vida”. Começas a iniciar algumas compras necessárias para tal: desde a pequena lanterna, passando à almofada para colocares no pescoço enquanto viajas horas a fio de comboio. Compras uns óculos de sol novos, mesmo sendo comprados no Centro Comercial Mouraria. Compras também o líquido para as lentes de contacto, numa dimensão que possa passar pela alfândega no avião. Investes em roupa fresca e t-shirts de algodão como indicam os guias de viagem. Empenhas-te numa máquina fotográfica de mais de 500 euros, para poderes captar os momentos da viagem da tua vida. Como mochileiro que és, já tens a tua própria mochila, velha, rota e desgastada, que só tu mesmo dás valor por ter ido viajar contigo já por tantos outros lugares. Investes numa outra, e compras mais uma mochila pequena para transportar os pequenos haveres: comida, guias e mapas, uma camisola para o frio, dinheiro, documentos e uma pequena garrafa de água. Chegas ao ponto de realizar uma pequena lista com tudo aquilo que tens de levar e com tudo aquilo que te falta comprar, e chegas ainda ao ponto de teres o teu itinerário escrito numa tabela que contem os dias, os locais de passagem, de pernoita, os números e nomes dos comboios a apanhar, o nº de horas de viagem, e pequenas observações.
Hierarquizas prioridades poucos meses antes de partires. O tempo avança! Sabes que tens de comprar primeiro as passagens internas – uma vez que as restantes viagens já estão compradas - depois dar uma vista de olhos pelos horários de comboios e camionetas da comunidade local, seguindo-se a vacinação, os seguros e a digitalização dos teus documentos para poderes enviar por e-mail para ti próprio caso percas ou te roubem a tua “papelada”. O período de férias inicia. Deixas de fazer aquilo que realmente gostas – viajar com os amigos – porque já tens a tua própria viagem marcada, pensada, envolta em sentimento, afectividade e expectativas. Os teus amigos vão para fora em pleno verão. Uns voam até Sydney, outros Barcelona, Madrid, Sesimbra, Algarve, Odeceixe… todos te convidam para poderes ir com eles. Sorris e dizes que estás a juntar dinheiro e que não podes mesmo. Respondes com um brilho nos olhos: “Vou para a Índia! Um mês!” . Rejeitas qualquer hipótese de ir para outra parte do mundo. Afinal… sonhos são sonhos! A duas semanas de partires, telefonas ao teu amigo que irá fazer essa mesma viagem contigo para delinear as últimas questões. Sentes na voz dele que algo se passa. Mas não ligas. Responde-te, apenas que não poderá ir ao teu jantar de aniversário. Não questionas. Mas segue avante na conversa, e diz que teve a pensar melhor e que “ponderou a situação” e que não irá à INDIA!!!!
No momento, ris-te, capaz de soltar valentes gargalhadas com a situação. Depois de perceberes que é bem verdade, após dizer-te: “vai tu… porque não vais sozinho?”, percebes efectivamente que não vai, e nesse momento, a tua expressão facial muda completamente, das gargalhadas para uma cara gélida, branca, estarrecida e sem perceber bem os porquês da atitude, por mais desculpas que dê ou argumentos que utiliza. Ficas assim… nada mais, nada menos que perdido, sem saber o que fazer.
Começam a fervilhar em pensamentos. Muitos, e ao mesmo tempo na tentativa de remediar a situação. Começas a ponderar em convidares outras pessoas para irem contigo à tão desejada viagem e percebes que todos os teus amigos já tiraram os dias de férias e que um mês é muito para eles. Percebes que uma “viagem-aventura” como esta requer no mínimo duas pessoas - por mais louca que ela seja - para no caso de roubo ou doença, estar acompanhada, e que por isso não podes ir sozinho. Compreendes ainda que viagens low cost não te devolvem o dinheiro, nem te permitem direccionar a viagem para outra rota, ou encurtar os dias de viagem. Todas as alternativas estão em jogo. E pensas. E continuas a pensar. Os dias demoram a passar porque não consegues fazer mais nada se não pensar. E continuas a não acreditar no que te aconteceu. Sentes uma confiança traída e que, nesse preciso momento, encontraste-te cara-a-cara com a desilusão. Completa!
Afirmam-te que te pagam a viagem, pelo sucedido. Mas questionas as expectativas criadas; questionas o tempo gasto em leituras, em dias perdidos na Internet, em telefonemas realizados para a Embaixada, em horas de sono perdidas, o tempo perdido em filas de espera, na realização do planeamento da viagem, na realização dos cartões de crédito, num ano de preparação!!! E isto? Não se contabiliza? Certamente que para além do que é físico, hoje em dia poucas pessoas conseguem perceber que mais importante que esse real – o material, existem valores: a confiança, o compromisso, o respeito, e acima de tudo, a amizade que são, certamente, basilares na construção da integridade humana.
Confrontas-te, então, com a inutilidade, e “amarrado” resta-te apenas ficar um mês por casa! Não acreditas… e recusas a acreditar apenas nessa possibilidade, para quem tem sangue de mochileiro. Olhas para trás e percebes que no que poderias ter feito e não fizeste, no que poderias ter ido e não foste, no que poderias ter comprado mas não compraste, no que poderias ter estado mas não estiveste! Feliz daquele que não espera nada, pois não terá desilusões! Mas com isto uma grande aprendizagem. Cheio. Repleto. A transbordar dela… Alguém quer um pouco desta aprendizagem? Dá-se! É grátis e sem dúvida valiosa!
4.8.08
8. Á Beira do Rio Thames
Atravessámos a ponte por várias vezes, correndo ensopados da típica “chuva molha tolos”. É assim Londres: Imprevisível. Sol esplendoroso nos primeiros dias de viagem e chuva e neblina o resto do tempo… Desprovidos de qualquer protecção a não ser os jornais gratuitos que apanhamos em qualquer parte da rua, protegemo-nos como podemos até poder chegar da estação de autocarro que desejamos. Entramos nas lojas descaradamente para não comprar nada. Olhamos lá para fora, a chuva passa, e vislumbramos o nosso autocarro a aproximar-se. Saímos apressados das lojas, ficando as empregas a olhar para nós como se tivéssemos desviado algo. Acenamos com o dedo em riste e dizemos que não o podemos perder, e vamo-nos embora sorridentes, para o autocarro. A semana correu basicamente desta maneira. Uma boa estratégia para quem está desprovido desde tipo de tempo!! Mas esta foi umas das minhas viagens que tenho a certeza que irá ficar marcada pela simplicidade vivida, e ao mesmo tempo, pela alegria vivida. Recordo e vejo apenas alegria. Risadas, aproveitando o máximo dos bons momentos: Percorrer museus meia hora antes de fechar e ver na “National Gallery” e na “Tate Modem” obras como as Van Gogh, Caravaggio, Rembrandt, Leonardo DaVinci, Botticelli, Michelangelo, Velázquez, Monet, Seurat, Cézanne, Pablo Picasso, Alberto Giacometti, Joan Miro, entre outros, em menos de 15 minutos, correndo pelos corredores fora, com o mapa na mão do museu, é obra. Comprar pão, queijo e Iogurtes líquidos numa mercearia 24 horas aberta perto de casa, para tomar o pequeno-almoço na rua (literalmente na rua) e em pé, enquanto um abre o pão, o outro coloca o queijo dentro do pão e distribui pelos elementos do grupo, é vida! Viver é também experiênciar uma noite perdida entre autocarros nocturnos, realizando os mesmos percursos vezes sem conta sem percebermos o porquê, e rir com isso!
Viver é ficar uma tarde inteira numa esplanada em frente ao Thames e ver o anoitecer. Viver é caminhar sem rumo como fizemos várias vezes e descobrir caminhos jamais percorridos pelos turistas. Viver é perdermo-nos e ter medo de não encontrar os amigos. Viver é comer comidas manhosas apenas para experenciar a cultura local e ficar de caganeira! Viver é subir a estátua da praça central em “Piccadilly Circus” para poder tirar uma fotografia. Viver é prometer voltar ao local anterior para comprar os Souvenirs finais e partir para Lisboa sem nenhum souvenir. Viver é dizer, sem intenção, a um turista que deve apanhar um maranhal de autocarros e metros para determinado local quando o mesmo se encontra atrás de nós. Dos bons momentos desta viagem fazem também parte a tentativa de streaptease realizado no varão do metro da estação de “Liverpool Street”. Do jogo “um limão meio limão” realizado num bar chique de “Soho” e de rirmos estridentemente ao ponto da Susana ficar envergonhada e retirar-se da mesa. Fazem também parte a tentativa frustrada de nos sentarmos nas MARAVILHOSAS cadeiras de pano de “St. James Park” e de sermos expulsos delas por ter de se pagar, sentando-nos por fim, nuns bancos de madeiras DUROS COMO UM RAIO mas deslumbrando o final do dia com um pôr-do-sol fantástico. Relembro ainda termos dado um BALÚRDIO de dinheiro no Museu da Ciência para andarmos num simulador e sairmos todos de lá a correr para a casa de banho devido à má disposição. Enfim… foram momentos bons, únicos e irrepetíveis. São estes que constroem a minha vida, fazendo também dela algo única.



