4.8.08

8. Á Beira do Rio Thames

Foi à beira do Rio Thames que passamos o último dia em Londres. E por incrível que pareça foi, precisamente, também no último dia que vimos o brilhante Big Ben – o relógio pelo qual o mundo rege as suas horas. Saímos do metro e por entre a neblina que caracteriza a cidade de Londres, vejo o Big Bem ali mesmo à minha frente. Olho à volta e pessoas de todas as partes do mundo fotografam-no. Penso por momentos que talvez este possa ser o monumento mais fotografado do mundo. Quem sabe?
Big Ben_Londres
Retiro também da bolsa a minha máquina fotográfica e de várias posições, de vários ângulos, contrastes, luzes, com ou sem pessoas na rua, fotografo-o também. É sem dúvida um monumento brilhante que à beira do Rio Thames, e envolto pela “Casa do Parlamento” e pela “Abadia de Westminster” emerge, simples e exuberante.
Rio Thames

Westminster Abbey

Atravessámos a ponte por várias vezes, correndo ensopados da típica “chuva molha tolos”. É assim Londres: Imprevisível. Sol esplendoroso nos primeiros dias de viagem e chuva e neblina o resto do tempo… Desprovidos de qualquer protecção a não ser os jornais gratuitos que apanhamos em qualquer parte da rua, protegemo-nos como podemos até poder chegar da estação de autocarro que desejamos. Entramos nas lojas descaradamente para não comprar nada. Olhamos lá para fora, a chuva passa, e vislumbramos o nosso autocarro a aproximar-se. Saímos apressados das lojas, ficando as empregas a olhar para nós como se tivéssemos desviado algo. Acenamos com o dedo em riste e dizemos que não o podemos perder, e vamo-nos embora sorridentes, para o autocarro. A semana correu basicamente desta maneira. Uma boa estratégia para quem está desprovido desde tipo de tempo!! Mas esta foi umas das minhas viagens que tenho a certeza que irá ficar marcada pela simplicidade vivida, e ao mesmo tempo, pela alegria vivida. Recordo e vejo apenas alegria. Risadas, aproveitando o máximo dos bons momentos: Percorrer museus meia hora antes de fechar e ver na “National Gallery” e na “Tate Modem” obras como as Van Gogh, Caravaggio, Rembrandt, Leonardo DaVinci, Botticelli, Michelangelo, Velázquez, Monet, Seurat, Cézanne, Pablo Picasso, Alberto Giacometti, Joan Miro, entre outros, em menos de 15 minutos, correndo pelos corredores fora, com o mapa na mão do museu, é obra. Comprar pão, queijo e Iogurtes líquidos numa mercearia 24 horas aberta perto de casa, para tomar o pequeno-almoço na rua (literalmente na rua) e em pé, enquanto um abre o pão, o outro coloca o queijo dentro do pão e distribui pelos elementos do grupo, é vida! Viver é também experiênciar uma noite perdida entre autocarros nocturnos, realizando os mesmos percursos vezes sem conta sem percebermos o porquê, e rir com isso!

Piccadilly Circus

Viver é ficar uma tarde inteira numa esplanada em frente ao Thames e ver o anoitecer. Viver é caminhar sem rumo como fizemos várias vezes e descobrir caminhos jamais percorridos pelos turistas. Viver é perdermo-nos e ter medo de não encontrar os amigos. Viver é comer comidas manhosas apenas para experenciar a cultura local e ficar de caganeira! Viver é subir a estátua da praça central em “Piccadilly Circus” para poder tirar uma fotografia. Viver é prometer voltar ao local anterior para comprar os Souvenirs finais e partir para Lisboa sem nenhum souvenir. Viver é dizer, sem intenção, a um turista que deve apanhar um maranhal de autocarros e metros para determinado local quando o mesmo se encontra atrás de nós. Dos bons momentos desta viagem fazem também parte a tentativa de streaptease realizado no varão do metro da estação de “Liverpool Street”. Do jogo “um limão meio limão” realizado num bar chique de “Soho” e de rirmos estridentemente ao ponto da Susana ficar envergonhada e retirar-se da mesa. Fazem também parte a tentativa frustrada de nos sentarmos nas MARAVILHOSAS cadeiras de pano de “St. James Park” e de sermos expulsos delas por ter de se pagar, sentando-nos por fim, nuns bancos de madeiras DUROS COMO UM RAIO mas deslumbrando o final do dia com um pôr-do-sol fantástico. Relembro ainda termos dado um BALÚRDIO de dinheiro no Museu da Ciência para andarmos num simulador e sairmos todos de lá a correr para a casa de banho devido à má disposição. Enfim… foram momentos bons, únicos e irrepetíveis. São estes que constroem a minha vida, fazendo também dela algo única.

2 comentários:

Sam Bento Ribeiro disse...

Comentário ao post de Terça-feira, 26 de Agosto de 2008 "Desarmado. Mas Um Dia Eu Irei!"

Deve ter sido uma grande desilusão perder à última da hora o companheiro de viagem, mas não deveria nunca ter sido um impedimento. Há quem tenha ido à Índia e a outros sítios sozinho e voltado com mais experiência do que numa viagem acompanhado! É preciso apenas coragem!! :D

Sam Bento Ribeiro disse...

Comentário ao post de Terça-feira, 26 de Agosto de 2008 "Desarmado. Mas Um Dia Eu Irei!"

Deve ter sido uma grande desilusão perder à última da hora o companheiro de viagem, mas não deveria nunca ter sido um impedimento. Há quem tenha ido à Índia e a outros sítios sozinho e voltado com mais experiência do que numa viagem acompanhado! É preciso apenas coragem!! :D