13.1.08

I. Suiça Acolheu o 30º Encontro Mundial de Jovens

Já vem sendo habitual, todos os anos, partir após o Natal rumo ao encontro do “outro”, durante o período da passagem de ano. Este ano, parti para Genebra, Suiça. E o que me move todos os anos a fazer o mesmo? Bem… Descobri que há inúmeras possibilidades na maneira de viver no mundo de hoje, mais do que se pode imaginar. E quando descobri que viver está para além das circunstâncias banais a que a sociedade nos obriga a tal, consegui sentir uma sensação de liberdade e que tirar a venda que, obrigatoriamente, nos incutem a utilizar na nossa cara, faz-nos pessoas mais conscientes, abertas e felizes. Uma passagem de ano que não inclua “bezanas de caixão à cova”, drogas, e uma euforia desmedida à meia-noite será mesmo uma passagem de ano? Descobri que poderá ser já há algum tempo. E isto significa viver outras possibilidades que o mundo reconhece: a possibilidade do perdão, da esperança, a possibilidade de nos esquecermos de nós próprios e de nos deixarmos absorver pelas necessidades do outro. “Rezar pela paz no mundo” foi isso que fiz à meia-noite, juntamente com outros 40 mil jovens de todo o mundo. Que estranho não é? Na verdade, parece. No entanto, enquanto ouvimos os festejos lá fora entregamo-nos a pensar naquilo em posso ser mais e melhor para poder transformar um pouco do mundo em que vivo, por me sentir responsável por ele mesmo. Rever o nosso estilo de vida, tendo em vista mais simplicidade, mais solidariedade, faz-nos sair de nós mesmos, empenhando-nos para o respeito da dignidade de cada ser humano.
O que escrevo parece algo fanático, desmedido, louco, surreal e sem sentido. Talvez o seja para muitos. Para mim, faz um sentido brutal porque vejo a força da juventude com quem contactei a lutar por ideias nobres. A lutar por uma sociedade mais justa e equilibra, uma sociedade de respeito, de comunhão, partilha, entrega, doação, amor. Jovens que vêm dos quatro cantos da terra, todas as passagens de ano, para entrarem em contacto uns com os outros no sentido de se questionarem e questionarem, também, o sentido da vida, é algo de uma beleza e energia fascinante.

Um comentário:

Paula disse...

Amigo nelson, já tinha saudades de ler o que te vai na alma...com a tua sinceridade brutal...fanático!!!!..não..diferente ou pouco usual. Mas se não fôssemos todos tão diferentes que piada teria o Mundo?Honesto sempre e isso é o principal para se ser um cidadão que se respeita a si e aos outros..aguardo pelo nosso encontro para por a conversa em dia. Já comecei a ler as historias mais recentes da tua vida, sempre cheias de sorrisos e boa dosposição. Boa assim é que é viver....bora lá por a "fofoca" em dia, pois a nós nunca nos falta assuntos:)

bjs
paulinha